quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Semana de Arte Moderna - 90 anos

Semana de Arte Moderna
Com o objetivo de discutir a identidade nacional, compreender a cultura brasileira e os rumos das artes, artistas e intelectuais organizaram nos dias 13, 15, 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna – marco do movimento modernista no Brasil.







O evento, que também envolveu representantes de outros segmentos da sociedade – políticos, educadores, empresários e trabalhadores, acabou trazendo à tona discussões sobre os rumos da nação, propostas de reforma da Constituição de 1891 e até da sociedade.
Na época, a Europa ocupava uma posição de vanguarda e, sob essa influência, teve início à discussão de uma nova identidade artística para o país.
A semana começou com a conferência do escritor Graça Aranha, intitulada “A emoção estética da arte moderna”, e contou com diversas outras participações de escritores, pintores, escultores e músicos, a exemplo de Mário de Andrade, Oswald Andrade, Menotti Del Piccha, Luís Aranha, Sérgio Buarque de Holanda, Anita Mafaltti, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg e Heitor Villa Lobos.
Houve vaias e críticas, especialmente dos defensores do academicismo, mas o saldo foi a entrada do Brasil na modernidade.
Embora o movimento modernista não resuma à Semana da Arte Moderna ou a São Paulo, foi esse o evento que disseminou as ideias que expressavam os tempos modernos – o arrojo, o dinamismo e a simplicidade na comunicação.

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