terça-feira, 15 de maio de 2012

A Estrela solitária do Carmo

Era uma vez uma criança, muito talentosa e bonita, nasceu em um dia de eclipse e seu nome foi escolhido por conta dessa estranha luz, Lucinda. Ela cresceu numa casa simples, de pessoas simples que viviam em harmonia com a simplicidade de suas vidas. Os dias iam passando e Lucinda olhava para o céu, sonhava em sair daquela   vida simples, queria ser uma estrela.




Deus foi maravilhoso com ela, presenteou-a com inúmeros dons, o principal deles era o dom de observar as coisas. Com esse dom, Lucinda começou a desenhar, e desenhando descobriu que isso a fazia sentir melhor, e que a vontade de ser uma estrela era minimizada, e assim, conseguia viver em paz na sua família.
O sucesso nos estudos foi apenas uma consequência dos dons que Deus havia dado a ela, mas um dia ela se olhou no espelho, e diante do que ela via, diante do que ela começou a chamar de concretude, realidade irrefutável, tatuou em seu coração a soberba, a iniquidade e a falta de humildade.




Depois desse dia, e de todos que vieram, o seu comportamento foi alterado, modificado de forma definitiva e negativa. Deus que havia dado tudo a ela não existia mais, e pior, começou a fazer pouco das pessoas que iam as igrejas orar, rezar para Deus. 
A sua habilidade no desenho a fez pensar que ela era tão perfeita, ou quase, quanto aos desenhos e rabiscos que fazia. A cidade de Lucinda, simples e pequena, olhava aqueles desenhos e esboços e ficava admirada com o que Lucinda era capaz de fazer. Isso só fez com que Lucinda se "sentisse", ai acabou largando os estudos e se justificava dizendo: "Não há mais nada para aprender na escola, só fazem provas e as provas representam o sistema de dominação ..." e outras ladainhas do gênero.





Tudo que Lucinda queria ela lutava para conseguir, e quando eu digo "lutava", era porque ela lutava literalmente. Entrou em um academia e aprendeu as artes marciais. O que deveria fazer com que ela moderasse o seu comportamento de a grande "bam bam bam", só a fez achar que não precisava de ninguém. Muito esperta, ela se envolvia com as outras pessoas com o objetivo de obter as coisas de que precisava e queria.
Enfim, a sua vida parecia estar caminhando bem, ela era considerada a "tal", ela circulava no meio político e sempre se encostava nos outros para conseguir o que queria, e para dar o toque, sim o toque, ela detonou Deus de sua vida, não precisava mais dele, ela era auto suficiente.
Até que um, um pessoa vinda de muito longe chegou na cidade, essa pessoa vinha de uma transformação espiritual e estava determinada a mudar o curso de sua vida baseada nos valores de Deus. Começou com muita dificuldade, mas aos poucos foi conseguindo vitórias. Todas as suas vitórias, tudo que ele conseguia ele agradecia à Deus, e Deus foi abençoando esse rapaz.  




O que ele não sabia era que o seu caminho estava cruzando com o de Lucinda. Ele era artista de fato, formado em um grande centro, foram anos de estudo e de muitas dificuldades para conseguir chegar aonde ele chegou. E apesar de parecer pouco para alguns, era muito para ele, eram as bençãos de Deus.
Lucinda logo viu ali um adversário, e como uma serpente se aproximou dele. Ele, muito receptivo e grato com as coisas que estava vivendo nesse novo lugar, começou uma amizade com ela. Ela, traiçoeira, recalcada e invejosa tramou a sua saída da cidade, tentou envolver o Edmundo em um escândalo, tomou provisoriamente a paz dele, afastou pessoas e plantou a semente da ira e da mentira.


Edmundo, sozinho em uma cidade estranha, sem conhecer ninguém e sem apoio pediu a Deus: "Se for a sua vontade senhor eu irei embora daqui, mas se não for, me honre com suas bençãos e mostre a todos a serpente do mal, aquela que escreve que o senhor não cura, não salva e não existe.
Então, diante do clamor de Edmundo, Deus começou a operar nas pessoas que estavam ao derredor dele, todos começaram a ver a simplicidade, humildade e temor a Deus que havia naquele rapaz. Todo o mal que Lucinda havia plantado para ele voltou para a própria, toda as mentiras que ela dizia dele só fizeram revelar a verdade sobre si, a verdade da sua personalidade paranóica e má.




Com o coração descansado em Deus, Edmundo percebeu quem estava fazendo tudo aquilo com ele, ficou muito chateado, ficou com vontade de devolver tudo o que ele viveu. Mas Deus, que tem planos para Ed, e os planos de Deus nunca, nunca se frustam, não permitiu que isso contaminasse o seu coração. Então Ed esvaziou o seu coração de todo o sentimento de raiva, e ódio, e tocou a sua vida sossegadamente,  e Deus honrou Ed com muitas vitórias.




Já Lucinda, bem, ela se recupera em uma clínica, seus planos maléficos foram frustrados, suas mentiras caíram por terra e todos oram para que ela aceite Deus em seu coração. 

F I M
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Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência, esse texto serve somente para a reflexão dos nossos atos. Então galera, pare de culpar o outro, acusar o outro e plantar mentiras, isso só servirá para aumentar a sua dor e solidão. Não seja um ateu, aceite Jesus!


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