segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Importância da Leitura e das palavras

Galera, tenho que abrir o jogo com vocês, sem leitura não rola, não dá para seguir em frente com os nossos sonhos. Um dia eu acordei e estava com 36 anos, só tinha o ensino fundamental e uma minha mente dura como uma rocha. Resultado: Levei um susto, não acreditei que estava fazendo isso comigo, na realidade não estava fazendo nada por mim.
Deus tinha outros planos para mim, me tirou do limbo, me ergueu e me pôs novamente no caminho. Voltei pra UFRJ, terminei o superior e emendei uma complementação pedagógica. Não foi fácil, muito tempo sem ler e estudar, tinha falta de concentração e pouca memória. 
Ainda assim insisti, continuei a estudar e passei em 4 concursos públicos, 2 aqui pro Carmo como professor do Estado. Passei também para os municípios do Rio e Rio das Ostras. Estou entregando a monografia da minha Pós e ano que vem vou investir no Mestrado. Tudo mudou com a leitura e os estudos, o cérebro é plastico e podemos mudar o rumo de nossas vidas, pra melhor!
Na Escola Rogelma a leitura é o nosso foco principal, nossa Diretora manda bem e estimula todos nós, inclusive professores, para a formação continuada. Parabéns Rogelma, continue nos inspirando. Agora dá só um olhada no nosso time:




Rogelma com o nosso projeto "Palavra Viva!", esse ano o escritor escolhido foi Fernando Sabino




Uma apresentação ao vivo e a cores pra vocês


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Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente: 

– Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.
 
– Como?, perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? 

– Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. 
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. 

– Meu amo, não vos enganei. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua, os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo? 

– Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo. 

– É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. 

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta: 

– Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.  Acaso podeis refutar o que digo? 

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade. Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo. 

Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade. Fala pouco. Pensa muito. Sobretudo, faça o bem. A palavra sem ação não esclarece a ninguém.


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