sábado, 11 de agosto de 2012

Educação e Afeto - dupla inseparável



Acho muito interessante o quanto se tem falado sobre a paternidade, no Brasil e em boa parte do mundo, nos últimos anos.

O tema é de importância, sensibilizando até mesmo a indústria do entretenimento. Recentemente, por exemplo, foram lançados diversos filmes tratando do assunto e, de uma forma ou de outra, o ponto central é sempre o da tentativa da reconstrução dos elos entre os pais e seus filhos e filhas.

No Brasil, há um programa de televisão com um quadro sobre ações judiciais pela busca de reconhecimento da paternidade. 



Nesse programa, o olhar é o do filho ou filha que vai em busca de seu pai, mostrando sempre o sofrimento pela ausência, a esperança do encontro e de ser aceito e amado, para poder seguir com sua vida.

De imensa importância esse quadro, na medida em que temos estatísticas alarmantes sobre o número de filhos sem reconhecimento de paternidade no Brasil, ou seja, que trazem sua certidão de nascimento sem constar o nome do pai.

A campanha pela Paternidade Responsável é uma realidade no Brasil.

Mas também é grande a quantidade de lares no Brasil onde há a ausência da figura paterna, e ainda que este pai tenha reconhecido seu filho/a segundo as leis do país, ele está completamente ausente da função de pai. Existem gerações de pessoas vivendo assim, tendo o pai reconhecido seu filho/a ou não, lares onde mulheres são o esteio emocional, espiritual, e material da família.

Assim como existe uma questão, quase invisível, em nossa sociedade, que é a das crianças que têm na figura do pai alguém que só se percebe como pai na figura de provedor do filho/a.

O interessante é que, em boa parte dos casos, esses pais moram na mesma casa que seus filhos/as, mas se dizem muito ocupados e, por isso, não tem tempo para suas crianças.

São homens que dão de tudo, materialmente falando, para os filhos/as mas que não "se doam". Não se abrem para a convivência. Não sabem brincar, não sabem conviver e nem educar.

Sofrimento para os dois lados em questão, na certa.

Texto de Thais Accioly


Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=12287

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