segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Roberto Burle Marx


Essa exposição, que também está acontecendo no CCC do Rio de Janeiro, está fantástica. As obras do artista Burle Marx estão expostas em ordem cronológica, ficando fácil, mesmo para um leigo, entender a evolução do trabalho artístico, como a procura da poética própria a partir da linguagem contemporânea.



Em determinado momento, Burle Marx abandona os cânones acadêmicos e lança-se com um traço mais fino, formas mais leves e simples. Alguns desenhos seus tem um ar de Tolouse Lautrec, parecem com os cartazes que o artista fez para as artistas da época.


Texto da exposição do artista - fonte: CCC do Rj

"Roberto Burle Marx - a figura humana na obra em desenho" no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
A mostra apresenta 120 desenhos do artista produzidos de 1919, aos dez anos de idade, até 1950. Parte integrante e inédita do acervo com mais de três mil peças do Sítio Roberto Burle Marx, a seleção sintetiza o período inicial de sua produção no campo das artes plásticas, marcado pelo ensino acadêmico. Feitas sobre papel em carvão, grafite, nanquim, lápis de cor, crayon, giz de cera, hidrocor e guache, as obras expostas se subdividem em dois amplos conjuntos:
No primeiro deles, há retratos, nus e esboços de figuras, nos quais se percebe a passagem de preocupações relacionadas ao domínio técnico, como o uso do claro-escuro e a proporcionalidade do corpo humano, ao desenvolvimento de uma linguagem própria, inspirada pelo traço cubista e já próxima da abstração, da qual se depreende a generosidade de seu olhar a respeito do ser humano. Veem-se tanto familiares e amigos quanto figuras do povo, expressão com a qual ele próprio se referia àqueles em que se podiam notar características regionais.
O segundo conjunto contempla diversas cenas cotidianas, nas quais cadeiras, mesas e copos denotam a ambiência de bares e restaurantes. Personagens recorrentes, como fuzileiros, marinheiros e jogadores de bilhar, participam de uma atmosfera em que, por vezes, o ponto de vista do observador parece participar das trocas de olhares e palavras comuns a esses locais de convivência e entretenimento.





Nasceu em São Paulo, a 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira.Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho.
Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.
Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de  paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono.
Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.


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