terça-feira, 30 de abril de 2013

STOP MOTION

Stop Motion é a técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando objetos, fotograma por fotograma, ou seja, quadro a quadro. Entre um fotograma e outro, o animador muda um pouco a posição dos objetos. Quando o filme é projetado a 24 fotogramas por segundo, temos a ilusão de que os objetos estão se movimentando.
 
Tem um cara na internet que faz muitos trabalhos com essa técnica, o nome artístico dele é PEZ, o seu site é show, vale a pena visitar: http://www.youtube.com/user/PESfilm/videos?view=0
 
 

 
Essa animação é D+
 
 
Sempre que eu posso eu faço uma oficina com os meus alunos, apenas uma introdução à técnica com trabalhos bem simples. A semente é lançada e as vezes uma delas brota com tanta força que sem a gente saber já começa a produzir frutos. Esse post é dedica a esses alunos (em especial ao Marquinhos e o Leonardo Brito, os dois do 7° ano da Escola Rogelma) que, com o seu interesse, fazem da aventura de ser Professor de Artes uma escolha prazeirosa. Com vocês Marquinhos e Leo:

 

sábado, 27 de abril de 2013

Arte 100 limites?

Você acha que o artista tem o direito de "zoar" com quem ele quiser? Ele pode, por exemplo, modificar uma imagem religiosa? Essa discussão é muito interessante e diz respeito não só a Arte como a cidadania e os direito civis. Eu particularmente não gosto da ideia de alterar qualquer imagem que tenha cunho religioso, ainda que possa ser simpática a ideia, ela abre precedentes para outras não tão simpáticas.

Apesar do difícil entendimento que muitas pessoas (tipo o "Da Lua") tem a respeito dessa discussão, ela é pertinente. Voltando ao questionamento de outro post sobre "Cultura", onde eu simulo uma situação em que uma sociedade (os Yanomamis) descarta suas origens e adota outra referência, outra matriz cultural e religiosa, fica claro que o trânsito e o acesso cultural não dá o direito de alterar essa mesma matriz.



O que você achou desses desenhos? Particularmente eu acho descabido, arte fora do seu "quadrado". Mas tem gente que acha legal, tipo, "São Sebastião" é carioca, anda de bermuda e usa cocar indígena. Só falta um dragão tatuado no braço...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mandalas, uma boa atividade com cor e forma

Pois é, falando da Índia, de cultura, de ser fake e dos índios, nós da Escola Rogelma finalizamos o bimestre (alunos do 9° ano) fazendo Mandalas e colorindo bastante. Eles não dão mole, fazem com gosto, aprenderam com o Eddye que Artes Visuais é muito mais que simplesmente desenhar, é usar a cor e a criatividade. Então, só para variar, as fotos:

















Parabéns Felipe, mandou bem "brother", nos vemos na final do Carioca, afinal o Vasco e o Flamengo estão disputando outro título...


A Biblioteca do CIEP 280

Enfim a biblioteca do CIEP 280 está completa, ela está com computadores conectados à internet, livros a vontade e os profissionais qualificados para estar especificamente ali, como o auxiliar de biblioteca que também é artista. Show né?


Não sabe o que um auxiliar de biblioteca faz? Hummm... tem que saber, e aqui a gente busca o conhecimento não é? Então olha só:

O auxiliar de biblioteca  é o profissional que presta concurso público para trabalhar em uma biblioteca. Entre as atividades realizadas por este profissional estão:
  • O planejamento e a administração de um acervo;
  • A seleção e registro de livros e de documentos em geral;
  • A aquisição (por meio de compra ou doação) de livros novos e usados;
  • A classificação, indexação e catalogação de livros do acervo;
  • A restauração e encadernação de livros danificados ou rasurados;
  • A administração do setor de empréstimos da biblioteca;
  • A execução de pesquisas e levantamentos bibliográficos, etc.
  • Para poder participar do concurso, o candidato precisa ter o segundo grau completo.
  • As provas, por sua vez, exigem conhecimento da língua portuguesa, redação e informática.



Quanta responsabilidade não é? Trabalho para um dia todo! Planejar, selecionar, adquirir, classificar, indexar, catalogar, restaurar, encadernar e administrar o setor. E não é só isso, para ver como é importante esse cargo, além de tudo que falei ele deve fazer pesquisas e levantamentos bibliográficos. Resumindo, é uma função vital para a área de códigos e linguagens. Por tudo isso eu convido os alunos para estarem mais presentes e utilizar esse ótimo recurso que é a biblioteca da escola. Fui e boa leitura.


Aprender a aprender

Mais uma etapa concluída, mais um projeto que soma com os outros. Quando eu falo para os meus alunos, que não são preguiçosos, para estudar, essa fala não é vazia, ele sai com a autoridade de quem também estuda. 

Na verdade esse certificado é só o início de um grande projeto, esse ano eu volto a fazer mais um período na área de Artes, termino o meu espanhol básico e começo em maio o curso de DI, Desenho Instrucional. Final de 2013 eu arrisco um Mestrado, vai que dá certo!!!




Quando essa paixão pelo conhecimento em Artes diminuir eu penso em fazer outra graduação, acho que vou fazer Direito, afinal tem tanta gente fazendo errado por ai... 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DUPLA PERSONALIDADE - SINTOMAS

Já tem bastante tempo que o meu blog tem sido alvo de pelo menos um anônimo e/ou perfil fake. Na minha última matéria eu provoquei a resposta que queria desse fake e sei quem é essa pessoa. Pelo conteúdo da matéria vocês também vão saber quem é a pessoa que vive tentando me encher a paciência, mas na verdade carece de cuidados médicos. Um documento está sendo enviado para a Secretaria de Educação junto com o IP rastreado do PC ao qual ele tem acesso na escola, bem como do seu laptop. Como sei que ele vai ler essa matéria, espero que ela espelhe a problemática dele, e ele comece a se cuidar. Cuide-se e pare de perturbar a paz dos outros, quem sabe você não aprende a falar direito?

DUPLA PERSONALIDADE - SINTOMAS



O Transtorno de Dupla Personalidade ou Transtorno Dissociativo de Personalidade é considerado uma condição mental onde uma pessoa demonstra traços de duas ou mais personalidades, tendo cada uma, uma maneira diferente de interagir e lidar com o meio onde está inserida. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam este transtorno não tem ligação com a esquizofrenia, psicopatologia, com o qual o transtorno de dupla personalidade é comumente confundido. 

É importante destacar que cada personalidade que faz parte deste transtorno é completa, ou seja, possui suas próprias memórias, comportamentos e gostos de maneira complexa e muito bem elaborada. As personalidades são também independentes uma da outra, sendo possível terem comportamentos completamente opostos nas mesmas situações.

Outro aspecto muito interessante é que as personalidades podem inclusive serem de sexo oposto, terem idades e etnias diferentes. O primeiro momento/sintoma em que ocorre a mudança de personalidade pode ser sentido como uma tragédia e com o passar do tempo o indivíduo troca de personalidade normalmente sem fatores que causem precipitação. 

De acordo com alguns autores pouco se sabe sobre a causa deste tipo de transtorno, mas indica-se a psicoterapia como a melhor forma de tratamento.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado 

Tribo Ianomâmi abdica da sua cultura e adota costumes indianos

Os Ianomâmis, oitava etnia indígena em população (12.000) acaba de abdicar de seus costumes e adotar as tradições indianas, bem como a religião. Estudiosos e Antropólogos do mundo inteiro estão sem palavras diante da perda do patrimônio material e imaterial dessa comunidade.

"Estamos assustados com o que está acontecendo no Brasil, não podíamos imaginar que um grupo de pessoas pudesse interferir de maneira decisiva nessa comunidade indígena, não há como calcular a perda cultural."


São a nossa (sua) cara, você não acha?

As palavras do antropólogo brasileiro Peter Fry demonstram como toda a comunidade científica está estarrecida com o que está acontecendo. Jornalistas que cobrem a região relatam que tudo começou quando um grupo de mineiros e artesãos (rsrsrs...) que atuavam próximo à comunidade se infiltraram para promover a cultura indiana. Com muita perspicácia e depois de muita insistência, conseguiram a autorização do cacique da tribo, Kanã, a instauração de uma célula na tribo. 

A organização da tribo Yanomãmi foi alterada, o conceito das castas indianas foi instaurado (brâmanes, xátria, vaixás e sudras), bem como a religião hindu, o resultado dessa quebra cultural só tem precedentes nas sociedades urbanas, onde as pessoas transitam pelas culturas e religiões sem observar e cuidar de suas próprias origens.


O que eles podem nos ensinar? Sustentabilidade.

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O que você achou disso?

Achou um absurdo não foi? Pois é, eu vejo esses absurdos acontecerem todos os dias, é entrar no facebook da galera e ver os descendentes de índios, negros e europeus adotando palavras, costumes e a religião de outros povos. 

Não precisa ser psicólogo formado para perceber que esse tipo de atitude reside na falta de conhecimento histórico, percepção e amor próprio, resultado das frustrações e experiências fracassadas no passado. Você pode fazer tudo, mas nem tudo convém ser feito por você. A cultura, e tudo que a forma, é contextualizada, faz sentido no tempo e espaço. É ridículo a ideia de fazer do Amazonas o rio Ganges. Não vou me alongar nesse post pois o que eu queria dizer já tá dito, "se toca cara pálida".




A informação e o conhecimento de uma cultura não me torna um "igual" ou simpático à ela, não me transforma em um indiano ou coisa parecida. Minha ascendência é européia, não tenho motivos para descartar nada das minhas tradições. Meus avós por parte do meu pai são portugueses, os mesmos que deram a volta ao mundo e estabeleceram as rotas comerciais. Os mesmos que descobriram o Brasil. Meus avós por parte da minha mãe são da turma do "Alexandre o Grande", o mesmo que conquistou a Índia e é até hoje adorado pelos indianos...

Xeque-Mate


Que tal fazer um trenzinho com esse "lixo" e colocar no jardim da nossa casa? Chama o artesão que ele faz...


Alguém sabe quando é que foi o dia do Índio?


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Feriadão - Oportunidade de sair com a família

Na correria do dia a dia não temos tempo para nos dedicar ao nosso tesouro, nossa família. Todos tem uma, e é no feriado que encontramos a oportunidade de vê-los, trocar ideias e colocar o papo em dia. Estou na cidade maravilhosa, perto da praia, exatos 150 metros, cheguei no sábado e Copacabana estava nos seus raros dias de Caribe, limpa, verde e na temperatura. Não resisti e entrei numa de triatleta: caminhada do Arpoador até o Leblon, corrida na areia fofa do Leblon até o Forte de Copacabana, e para finalizar, nadei 1,6 quilômetros (que é a distância aproximada do posto 6 ao 5 e a volta ao 6). Qual resultado disso tudo? DOR, dor no corpo todo... Rsrsrsrsr...
 
Mas nem tudo é praia no Rio, tem os espaços culturais, os cinemas, os shoppings, as lojas de marca, comida variada e gostosa, tem o departamento jurídico do sindicato dos professores, tem também as corregedorias... Enfim, tem tudo que você precisa!
 
Eu e minha linda fomos ao cinema, o Roxy, que um raro exemplo de cinema que não se converteu em outra coisa. Sua arquitetura também é um show, dá só uma olhada:
 
 



 
O espaço é lindo, as salas são ótimas e o som primoroso. Assistimos ao filme "Invasão à Casa Branca", um filme fraco onde o herói vence até a nossa paciência... A torta de limão estava muito melhor. Hora da foto, minha princesa quando ainda era pequena, em L.A.
 

 
Então é isso, bom feriado galera!!!
 
 
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Show de Criatividade

Os alunos da Escola Rogelma são ótimos artistas, fazem as atividades sugeridas e sempre impressionam com a sua criatividade. Nosso trabalho com recorte e colagem se desenvolveu  durante duas aulas, como sempre, o resultado você vê aqui, olha só a Arte que a galera fez:











Eu adoro ver esses artistas produzindo! Maravilha!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mais uma Maquete nota 10

Esse trabalho vem para coroar os 180.000 acessos, o nosso blog é acessado por muitos professores da rede Estadual, recebo muitos elogios mas o verdadeiro gênio pertence a vocês, alunos dedicados naquilo que fazem. Aula de artes não é uma aula de descanso para eles, muito menos para os professores encarregados em mediar o maravilhoso conteúdo > ARTES. Quer dar aula de Artes? Então estuda meu caro ou minha amiga, estuda muito e tenha a mente aberta para continuar aprendendo com os alunos.



 Maravilhoso trabalho  da aluna Flávia do 8° ano do ensino fundamental da Escola Rogelma.Vocês precisam conhecer o blog dessa galera: http://thefundamentalistas.blogspot.com.br/

domingo, 14 de abril de 2013

Política Nacional sobre Álcool - só no papel...

Muito se fala sobre a segurança e a saúde pública, bem como a educação e os seus órgãos competentes, na verdade eu só vejo (escuto) discursos. Quando as ações aparecem, não são exemplares, pois os órgãos públicos não dão exemplo. Quando estou no Rio eu sempre vejo a segurança dirigindo de celular na mão e muitas vezes embriagada. Médicos e professores de Educação Física que fumam e bebem estão dando aula, enfim, se você fosse jovem e olhasse para esse tipo de profissional agindo dessa maneira, diz a verdade, você confiaria nele? 

Ninguém quer cortar da própria carne, e o problema de verdadeiro risco está ai nas ruas, enchendo a cara e a paciência dos outros. A justiça parece estar interessada em outros assuntos.

Poderíamos começar uma campanha do tipo: "Filma quem queima o filme", tenho certeza que em uma semana teríamos muitos filmes para mostrar...

Enquanto essa onda não pega por aqui, por hora eu coloco um texto que deveria ser seguido em todas as esferas públicas (federal, estadual e municipal) mas infelizmente só fica no papel.

fonte: http://www.cisa.org.br/artigo/360/politica-nacional-sobre-alcool.php

DECRETO N o 6.117, DE 22 DE MAIO DE 2007

Aprova a Política Nacional sobre o Álcool, dispõe sobre as medidas para redução do uso indevido de álcool e sua associação com a violência e criminalidade, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea "a", da Constituição,

D E C R E T A :

Art. 1 o Fica aprovada a Política Nacional sobre o Álcool, consolidada a partir das conclusões do Grupo Técnico Interministerial instituído pelo Decreto de 28 de maio de 2003, que formulou propostas para a política do Governo Federal em relação à atenção a usuários de álcool, e das medidas aprovadas no âmbito do Conselho Nacional Antidrogas, na forma do Anexo I.
Art. 2 o A implementação da Política Nacional sobre o Álcool terá início com a implantação das medidas para redução do uso indevido de álcool e sua associação com a violência e criminalidade a que se refere o Anexo II.
Art. 3 o Os órgãos e entidades da administração pública federal deverão considerar em seus planejamentos as ações de governo para reduzir e prevenir os danos à saúde e à vida, bem como as situações de violência e criminalidade associadas ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas na população brasileira.
Art. 4 o A Secretaria Nacional Antidrogas articulará e coordenará a implementação da Política Nacional sobre o Álcool.
Art. 5 o Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 22 de maio de 2007; 186o da Independência e 119 o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Fernando Haddad
Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli
Marcio Fortes de Almeida
Jorge Armando Felix
ANEXO I
POLÍTICA NACIONAL SOBRE O ÁLCOOL

I - OBJETIVO

1. A Política Nacional sobre o Álcool contém princípios fundamentais à sustentação de estratégias para o enfrentamento coletivo dos problemas relacionados ao consumo de álcool, contemplando a intersetorialidade e a integralidade de ações para a redução dos danos sociais, à saúde e à vida causados pelo consumo desta substância, bem como as situações de violência e criminalidade associadas ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas na população brasileira.

II DA INFORMAÇÃO E PROTEÇÃO DA POPULAÇÃO QUANTO AO CONSUMO DO ÁLCOOL

2. O acesso e recebimento de informações sobre os efeitos do uso prejudicial de álcool e sobre a possibilidade de modificação dos padrões de consumo, e de orientações voltadas para o seu uso responsável, é direito de todos os consumidores.
3. Compete ao Governo, com a colaboração da sociedade, a proteção dos segmentos populacionais vulneráveis ao consumo prejudicial e ao desenvolvimento de hábito e dependência de álcool.
4. Compete ao Governo, com a colaboração da sociedade, a adoção de medidas discutidas democraticamente que atenuem e previnam os danos resultantes do consumo de álcool em situações específicas como transportes, ambientes de trabalho, eventos de massa e em contextos de maior vulnerabilidade.

III - DO CONCEITO DE BEBIDA ALCOÓLICA

5. Para os efeitos desta Política, é considerada bebida alcoólica aquela que contiver 0.5 grau Gay-Lussac ou mais de concentração, incluindo-se aí bebidas destiladas, fermentadas e outras preparações, como a mistura de refrigerantes e destilados, além de preparações farmacêuticas que contenham teor alcoólico igual ou acima de 0.5 grau Gay-Lussac.

IV - DIRETRIZES

6. São diretrizes da Política Nacional sobre o Álcool:
1 - promover a interação entre Governo e sociedade, em todos os seus segmentos, com ênfase na saúde pública, educação, segurança, setor produtivo, comércio, serviços e organizações não governamentais;
2 - estabelecer ações descentralizadas e autônomas de gestão e execução nas esferas federal, estadual, municipal e distrital;
3 - estimular para que as instâncias de controle social dos âmbitos federal, estadual, municipal e distrital observem, no limite de suas competências, seu papel de articulador dos diversos segmentos envolvidos;
4 - utilizar a lógica ampliada do conceito de redução de danos como referencial para as ações políticas, educativas, terapêuticas e preventivas relativas ao uso de álcool, em todos os níveis de governo;
5 - considerar como conceito de redução de danos, para efeitos desta Política, o conjunto estratégico de medidas de saúde pública voltadas para minimizar os riscos à saúde e à vida, decorrentes do consumo de álcool;
6 - ampliar e fortalecer as redes locais de atenção integral às pessoas que apresentam problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
7 - estimular que a rede local de cuidados tenha inserção e atuação comunitárias, seja multicêntrica, comunicável e acessível aos usuários, devendo contemplar, em seu planejamento e funcionamento, as lógicas de território e de redução de danos;
8 - promover programas de formação específica para os trabalhadores de saúde que atuam na rede de atenção integral a usuários de álcool do SUS;
9 - regulamentar a formação de técnicos para a atuação em unidades de cuidados que não sejam componentes da rede SUS;
10 - promover ações de comunicação, educação e informação relativas às consequências do uso do álcool;
11 promover e facilitar o acesso da população à alternativas culturais e de lazer que possam constituir alternativas de estilo de vida que não considerem o consumo de álcool;
12 - incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas, de modo a proteger segmentos populacionais vulneráveis ao consumo de álcool em face do hiato existente entre as práticas de comunicação e a realidade epidemiológica evidenciada no País;
13 - estimular e fomentar medidas que restrinjam, espacial e temporalmente, os pontos de venda e consumo de bebidas alcoólicas, observando os contextos de maior vulnerabilidade às situações de violência e danos sociais;
14 - incentivar a exposição para venda de bebidas alcoólicas em locais específicos e isolados das distribuidoras, supermercados e atacadistas;
15 fortalecer sistematicamente a fiscalização das medidas previstas em lei que visam coibir a associação entre o consumo de álcool e o ato de dirigir;
16 - fortalecer medidas de fiscalização para o controle da venda de bebidas alcoólicas a pessoas que apresentem sintomas de embriaguez;
17 - estimular a inclusão de ações de prevenção ao uso de bebidas alcoólicas nas instituições de ensino, em especial nos níveis fundamental e médio;
18 privilegiar as iniciativas de prevenção ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas nos ambientes de trabalho;
19 - fomentar o desenvolvimento de tecnologia e pesquisa científicas relacionadas aos danos sociais e à saúde decorrentes do consumo de álcool e a interação das instituições de ensino e pesquisa com serviços sociais, de saúde, e de segurança pública;
20 - criar mecanismos que permitam a avaliação do impacto das ações propostas e implementadas pelos executores desta Política.

ANEXO II

Conjunto de medidas para reduzir e prevenir os danos à saúde e à vida, bem como as situações de violência e criminalidade associadas ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas na população brasileira
1. Referente ao diagnóstico sobre o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil:
1.1. Publicar os dados do I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo do Álcool na População Brasileira, observando o recorte por gênero e especificando dados sobre a população jovem e a população indígena;
1.2. Apoiar pesquisa nacional sobre o consumo de álcool, medicamentos e outras drogas e sua associação com acidentes de trânsito entre motoristas particulares e profissionais de transporte de cargas e de seres humanos.
2. Referente à propaganda de bebidas alcoólicas:
2.1. Incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas, de modo a proteger segmentos populacionais vulneráveis à estimulação para o consumo de álcool;
3. Referente ao tratamento e à reinserção social de usuários e dependentes de álcool:
3.1. Ampliar o acesso ao tratamento para usuários e dependentes de álcool aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS);
3.2. Articular, com a rede pública de saúde, os recursos comunitários não governamentais que se ocupam do tratamento e da reinserção social dos usuários e dependentes de álcool.
4. Referente à realização de campanhas de informação, sensibilização e mobilização da opinião pública quanto às consequências do uso indevido e do abuso de bebidas alcoólicas :
4.1. Apoiar o desenvolvimento de campanha de comunicação permanente, utilizando diferentes meios de comunicação, como, mídia eletrônica, impressa, cinematográfico, radiofônico e televisivo nos eixos temáticos sobre álcool e trânsito, venda de álcool para menores, álcool e violência doméstica, álcool e agravos da saúde, álcool e homicídio e álcool e acidentes.
5. Referente à redução da demanda de álcool por populações vulneráveis:
5.1. Intensificar a fiscalização quanto ao cumprimento do disposto nos arts. 79, 81, incisos II e III, e 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente;
5.2. Intensificar a fiscalização e incentivar a aplicação de medidas proibitivas sobre venda e consumo de bebidas alcoólicas nos campos universitários;
5.3. Implementar o " Projeto de Prevenção do Uso de Álcool entre as Populações Indígenas" , visando à capacitação de agentes de saúde e de educação, assim como das lideranças das comunidades indígenas, para a articulação e o fortalecimento das redes de assistência existentes nas comunidades e nos municípios vizinhos;
5.4. Articular a elaboração e implantação de um programa de prevenção ao uso de álcool dirigido à população dos assentamentos para a reforma agrária, bem como o acesso desta população aos recursos de tratamentos existentes na rede pública e comunitária.
6. Referente à segurança pública:
6.1. Estabelecer regras para destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança
Pública (FNSP) e do Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) para os Municípios que aderirem a critérios pré-definidos pelo CONAD para o desenvolvimento de ações que visem reduzir a violência e a criminalidade associadas ao consumo prejudicial do álcool.
7 . Referente à associação álcool e trânsito:
7.1. Difundir a alteração promovida no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei n o 11.275, de 7 de fevereiro de 2006, quanto à comprovação de estado de embriaguez;
7.2. Recomendar a inclusão no curso de reciclagem previsto no artigo 268 do Código de Trânsito Brasileiro, de conteúdo referente às técnicas de intervenção breve para usuários de álcool;
7.3. Recomendar a revisão dos conteúdos sobre uso de álcool e trânsito nos cursos de formação de condutores e para a renovação da carteira de habilitação;
7.4. Recomendar a inclusão do tema álcool e trânsito na grade curricular da Escola Pública de Trânsito;
7.5. Elaborar medidas para a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas faixas de domínio das rodovias federais.
8. Referente à capacitação de profissionais e agentes multiplicadores de informações sobre temas relacionados à saúde, educação, trabalho e segurança pública:
8.1. Articular a realização de curso de capacitação em intervenção breve para profissionais da rede básica de saúde;
8.2. Articular a realização de curso de prevenção do uso do álcool para educadores da rede pública de ensino;
8.3. Articular a realização de curso de capacitação para profissionais de segurança de pública;
8.4. Articular a realização de curso de capacitação para conselheiros tutelares, dos direitos da criança e do adolescente, de saúde, educação, antidrogas, assistência social e segurança comunitária;
8.5. Articular a realização de curso de capacitação para profissionais de trânsito;
8.6. Articular a realização de curso de capacitação em prevenção do uso do álcool no ambiente de trabalho.
9. Referente ao estabelecimento de parceria com os municípios para a recomendação de ações municipais:
9.1. Apoiar a fiscalização dos estabelecimentos destinados à diversão e lazer, especialmente para o público jovem no que se refere à proibição de mecanismos de indução ao consumo de álcool:
9.1.1. Incentivar medidas de proibição para a consumação mínima, promoção e degustação de bebidas alcoólicas;
9.1.2. Incentivar medidas de regulamentação para horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais onde haja consumo de bebidas alcoólicas;
9.2 Apoiar os Municípios na implementação de medidas de proibição da venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina;
9.3 Incentivar o estabelecimento de parcerias com sindicatos, associações profissionais e comerciais para a adoção de medidas de redução dos riscos e danos associados ao uso indevido e ao abuso de bebidas alcoólicas:
9.3.1. Incentivar a capacitação de garçons quanto à proibição da venda de bebidas para menores e pessoas com sintomas de embriaguez;
9.3.2. Estimular o fornecimento gratuito de água potável nos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas;
9.4. Promover e facilitar o acesso da população a alternativas culturais e de lazer que possam constituir escolhas naturais e alternativas para afastar o público jovem do consumo do álcool.

Você leu tudo? Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 13 de abril de 2013

Notícias Ruins

Só SP recebe 40 novos processos envolvendo menores por dia; em 2012, 3 de cada 4 unidades da Fundação Casa estavam superlotadas

Em dez anos, o número de adolescentes internados por atos infracionais cresceu 67% – passou de 5.385 no fim de 2002 para 9.016 no início deste mês. Por dia, chegam às Varas da Infância e Juventude 40 casos envolvendo menores, em média. Isso somente em São Paulo, onde já há falta de vagas na Fundação Casa – que tem capacidade para abrigar 8,7 mil jovens infratores.
O número de casos que passam pela Promotoria da Infância e Juventude – que não resultam, necessariamente, na adoção de medidas socioeducativas – subiu 78% nos últimos 12 anos, segundo o promotor Thales Cesar de Oliveira. Em 2012, 14.434 processos passaram pela Vara da Infância. Em 2000, eram 8.100. Os casos envolvem desde agressões verbais contra professores e furtos até tráfico e homicídios.

A discussão sobre o que fazer com os jovens infratores – juridicamente "em conflito com a lei" – avançou na última semana após a morte do universitário Victor Hugo Deppman, de 19 anos. O suspeito de matá-lo, um jovem que completou 18 anos na sexta-feira, já tinha passagem pela Fundação Casa.

Como reação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deve ir pessoalmente a Brasília nesta semana para entregar um projeto que pune com mais rigor jovens que cometerem delitos graves, alterando o Estatuto da Criança e do Adolescente. Alckmin sugere que o prazo de detenção seja maior – ele pretende aumentar o prazo de três anos para oito ou até dez anos (reincidentes). O governador também quer que, ao completar 18 anos, o adolescente seja encaminhado para o sistema prisional.

Lotação


Seria uma forma também de reduzir a superlotação da Fundação Casa – um em cada cinco internos, incluindo o jovem apreendido nesta semana no Brás, tem 18 anos ou mais. Dados obtidos pelo Estado, por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que, em dezembro de 2012, três em cada quatro unidades da Fundação Casa abrigavam mais adolescentes do que sua capacidade original. Apenas 30 dos 143 equipamentos tinham lugares ociosos.
O principal motivo para a lotação é o grande aumento no número de internações de menores por tráfico de drogas, principalmente no interior paulista. "Isso já está bem claro. Há um excesso de condenação por tráfico no interior, mesmo com jurisprudência dos tribunais superiores de que a internação de menores por tráfico só deve ser feita em caso de reincidência, descumprimento de medida socioeducativa ou emprego de violência", afirma a presidente da fundação, Berenice Giannella.

 Vagas


Apesar do aumento de quase 30% no número de vagas na Fundação Casa desde 2006, há unidades funcionando com até 50% mais adolescentes do que o previsto. É o caso de uma unidade de semiliberdade na zona leste da capital ou de uma de internação na região de Campinas – a regional com maior índice de lotação em todo o sistema, com 12% a mais de internos do que vagas, na média.
Mesmo assim o advogado Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ressalta que houve um grande avanço nas condições de atendimento a adolescentes infratores após a criação da Fundação Casa, em 2006. "Mas existe a postura no Judiciário de que, quanto mais vaga houver, mais eles vão encaminhar menores."
Segundo ele, um dos aspectos negativos do excesso de internações é o aumento da insatisfação dos adolescentes. "Isso causa tumultos e até rebeliões", disse. O presidente do sindicato dos trabalhadores da Fundação Casa, Júlio Alves, concorda. "Há funcionários para atender só até a capacidade da unidade."
Já a presidente da Fundação Casa afirma que 600 novos funcionários deverão ser contratados em breve. "E a maioria das unidades tem algo como 60 adolescentes, e 15% a mais disso são só 9 menores a mais. Isso não faz diferença", ressaltou Berenice.

Veja a evolução das internações ano a ano:

2002 - 5.385
2003 - 6.246
2004 - 6.133
2005 - 5.944
2006 - 5.160
2007 - 5.404
2008 - 5.401
2009 - 6.506
2010 - 7.090
2011 - 7.892
2012 - 8.758
2013 (abril) - 9.016

 

Teatro - Oficina na Rogelma

Nossa apostila abrange as 4 modalidades de ensino de Artes (dança, música, artes visuais e teatro) e temos nos esforçado para atingir os objetivos pedagógicos, ou seja, uma formação mais abrangente e completa. Nas turmas do 7° ano temos encontrado um time de primeira divisão, eles embarcam nas atividades e levam muito a sério as nossas lúdicas brincadeiras. 

Foi proposto de uma semana para outra que fizessem uma pequena apresentação, bem simples, e eles não decepcionaram. Dá só uma olhada nessa duplinha, olha só o que eles aprontaram:


100 palavras, magnífico!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Arte Pública - Conceito e Atividade


Definição

Definir uma arte que seja pública obriga a considerar as dificuldades que rondam a noção desse conceito. Em sentido literal, seriam as obras que pertencem aos museus e acervos, ou os monumentos nas ruas e praças, que são de acesso livre. Nessa direção, é possível acompanhar a vocação pública da arte desde a Antigüidade, lembrando de obras integradas à cena cotidiana - por exemplo, O Pensador, de Auguste Rodin (1840 - 1917), instalado em frente do Panteão em Paris, 1906 - e de outras mais diretamente envolvidas com o debate político. O projeto de Vladimir Tatlin (1885 - 1953) para um monumento à Terceira Internacional (1920) e o Memorial de Constantin Brancusi (1876 - 1957), 1937-1938, dedicado aos civis romenos que enfrentaram o Exército alemão em 1916, são exemplos disso. O muralismo mexicano de Diego Rivera (1886 - 1957) e David Alfaro Siqueiros (1896 - 1974) pode ser considerado um dos precursores da arte pública em função de seu compromisso político e de seu apelo visual.
O sentido corrente do conceito refere-se à arte realizada fora dos espaços tradicionalmente dedicados a ela, os museus e galerias. Fala-se de uma arte em espaços públicos, ainda que o termo possa designar também interferências artísticas em espaços privados, como hospitais e aeroportos. A idéia geral é de que se trata de arte fisicamente acessível, que modifica a paisagem circundante, de modo permanente ou temporário. O termo entra para o vocabulário da crítica de arte na década 1970, acompanhando de perto as políticas de financiamento criadas para a arte em espaços públicos, como o National Endowment for the Arts (NEA) e o General Services Administration (GSA), nos Estados Unidos, e o Arts Council na Grã-Bretanha. Diversos artistas sublinham o caráter engajado da arte pública, que visaria alterar a paisagem ordinária e, no caso das cidades, interferir na fisionomia urbana, recuperando espaços degradados e promovendo o debate cívico. "O artista público é um cidadão em primeiro lugar", afirma o iraniano Siah Armajani (1939), radicado nos Estados Unidos.
A arte pública deve ser pensada dentro da tendência da arte contemporânea de se voltar para o espaço, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Diante da expansão da obra no espaço, o espectador deixa de ser observador distanciado e torna-se parte integrante do trabalho (nesse sentido, difícil parece algumas vezes localizar os limites entre arte pública e arte ambiental). O contexto artístico que abriga as novas experiências com o espaço refere-se ao desenvolvimento da arte pop, do minimalismo, do pós-minimalismo e da arte conceitual que tomam a cena norte-americana a partir de fins da década de 1960, desdobrando-se em instalações, performances, arte processual, land art, graffiti art etc. Essas novas orientações partilham um espírito comum: são, cada qual a sua maneira, tentativas de dirigir a criação artística às coisas do mundo. As obras articulam diferentes linguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente o mercado e o sistema de validação da arte, denunciando seu caráter elitista.
A land art figura entre os exemplos associados à arte pública. O espaço físico - deserto, lago, canyon, planície e planalto - apresenta-se como campo onde os artistas realizam grandes arquiteturas ambientais como, por exemplo, Double Negative [Duplo Negativo] (1969), de Michael Heizer (1944), Spiral Jetty [Pier ou Cais Espiral] (1971), de Robert Smithson (1938-1973),  e The Lightning Field [O Campo dos Raios] (1977), de Walter de Maria (1935). As obras de Alice Aycock (1946), A Simple Network of Underground Wells and Tunnels (1975), e de Mary Miss (1944), Untitled (1973), têm outra escala: são instalações postas no ambiente natural que procuram integração entre os materiais - madeira no caso - e o entorno. As obras de Richard Long (1945) acompanham os passos e o olhar do caminhante (Walking Line in Peru, 1972). Em Christo (1935), por sua vez, novas soluções arquitetônicas são obtidas pelo empacotamento de monumentos célebres, como o da Pont Neuf, em Paris, 1985, ou pela ação sobre a natureza (Valley Curtain, 1972).
O espaço das cidades é explorado pela arte pública de modos distintos. Alguns projetos artístico-arquitetônicos associam-se diretamente aos processos de requalificação do espaço urbano e contam com a participação da população local em sua execução (na Inglaterra, por exemplo, o trabalho de Eileen Adams na Pembroke Street Estate, Plymouth). Outros planos de renovação de centros urbanos se beneficiam de obras de artistas de renome. A encomenda feita a Alexander Calder (1898 - 1976) pelo NEA é uma delas. Se o trabalho de Calder, instalado na região central de Grand Rapids, Michigan, 1969, conhece acolhida imediata da população, outra foi a reação mobilizada pelo Tilted Arc (1981), de Richard Serra (1939) - gigantesca "parede" de aço inclinada que toma conta da Federal Plaza, em Nova York -, retirada do local em 1989, em função dos sucessivos conflitos entre o artista e a opinião pública. Exemplos de projetos e obras que lidam com a cidade como espaço de intervenção podem ser encontrados na escola californiana de Los Angeles - Robert Irwin (1928), James Turrell (1943), Maria Nordman (1939) e Michael Asher (1943) -, que realiza um trabalho sobre as construções urbanas com utilização de fontes luminosas artificiais. A instalação permanente de Daniel Buren (1939) em frente do Palais Royal, em Paris, e a intervenção coletiva no Battery Park City em Manhattan, envolvendo arquitetos e artistas como Armajani e M. Miss, exemplificam outras direções tomadas pela arte pública. Uma alternativa aos financiamentos governamentais é proposta por um grupo de artistas - entre eles Gordon Matta-Clark (1943 - 1978), Richard Landry (1938) e Tina Girouard (1946) - que, em 1971, abrem o restaurante Food, como forma de viabilizar projetos de arte pública (por exemplo Splitting, 1974, de Matta-Clark).
No Brasil, é possível pensar em arte pública por meio de iniciativas individuais de artistas. Na década de 1960, as manifestações ambientais de Hélio Oiticica (1937 - 1980), com suas capas, estandartes, tendas, parangolés, uma sala de sinuca (1966) e Tropicália (1967, ambiente labiríntico composto de dois Penetráveis associados a plantas, areia, araras, poemas-objetos, capas de parangolé e um aparelho de televisão) podem ser tomadas como exemplos de produção artística que interpela a cena pública. Na década de 1970, podem ser lembradas as intervenções na cidade realizadas por Antonio Lizarraga (1924) em parceria com Gerty Saruê (1930), cujo primeiro resultado é Alternativa Urbana. A obra, definida pelos autores como peça de "engenharia urbana", é composta de 28 toneladas de vigas prismáticas de cobertura (fabricadas pela Sobraf), pintadas com faixas azuis, pretas, brancas e vermelhas, cortadas por um desenho geométrico. A proposta liga-se à interação do público com a obra e à idéia de que a arte deve ser "utilitária". Este projeto primeiro está na origem de um projeto coletivo, liderado pelo arquiteto Maurício Fridman (1937). A rua Gaspar Lourenço, na vila Mariana, São Paulo, é escolhida como cenário: o beco é pintado de branco com figuras negras representando as fases da evolução humana; a escadaria, também branca, leva uma lista azul e panos coloridos; os muros, recobertos com letras, números, linhas e bolas coloridas que tomam a calçada. A experiência na rua Gaspar Loureiro, aponta Annateresa Fabris, "confirma a vocação urbana do trabalho de Lizarraga".


Depois de entender o conceito de Arte Pública e pesquisar na internet algumas imagens, foi sugerido aos alunos (do 8° ano da Escola Varella) que desenvolvessem um projeto de Arte Pública na nossa Praça, e os desenhos abaixo detonam em criatividade e talento





Esse trabalho ficou maravilhoso, parabéns!









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