sexta-feira, 31 de maio de 2013

Modernismo e suas possíveis leituras

Vou logo falando que esse post não vai fazer nenhum tipo de comentário sobre a produção textual da época, não sou professor de Português! Mas o que pode ser visto e entendido é comigo "mermo"! 


Vamos lá... Os nossos artistas, quase todos de ascendência europeia e família rica, tinham a pretensão de criar um movimento artístico e literário que fosse 110% brasileiro, que estivesse em sintonia com o que estava sendo pensado e feito no mundo (impossível ser autêntico dessa maneira...). Essa síndrome de atraso tem os seus fundamentos nas nossas raízes culturais, afinal os portugueses não queriam que a grande colônia pensasse com a sua própria cabeça. Será que nos livramos desse complexo? Responda se puder.

Enquanto você pensa ai, o mundo, na virada e início do século XX, estava passando por grandes transformações, digo o mundo das coisas e objetos de consumo, porque o homem estava descendo a ladeira rumo a duas guerras mundiais. O homem com as suas ideias e palavras X o homem de natureza animal e suas ações.


A arte realista não tinha e não fazia mais sentido, a fotografia já dava os seus clique captando o visível, o externo. O modelo de representação não dava mais conta, não era capaz de dizer o que estava acontecendo com a maneira de pensar e viver do ser humano. Os "ismos" disparam inúmeros movimentos e poéticas visuais na busca de interpretar o que estava acontecendo. A realidae não era mais sentida de forma literal. Os contornos realistas, as formas clássicas e o desenho acadêmico foram abandonados pelos artistas de ponta.


Voltando a terra tupiniquim, Léger influencia a nossa Tarsila com suas telas, sempre figurativas, apresentam formas com volumetrias acentuadas e simplificadas, geralmente reduzidas a volumes primários, como cones e cilindros, acentuados por uma vigorosa modelação, denunciando a sua formação inicial em arquitetura e o fascínio pela civilização industrial do século XX, pelas transformações culturais asseguradas pela nova tecnologia e pelas formas das máquinas e da construção.

Léger



Tarsila



Tudo o que foi escrito aqui já é meio conhecido, parece que o modernismo ficou lá atrás, e os seus ecos não são mais escutados. Mentira! A boa notícia é que essa maneira de "representar" o mundo e as coisas ainda pode ser observada na produção de alguns artistas. Na minha modesta opinião, esses artistas estão fazendo um verdadeiro upgrade na estética modernista, os trabalhos denotam uma semente modernista, mas são conduzidos de maneira muito original. Com vocês um fera, André Costa, o meu Neo-modernista preferido:







Parabéns pelo seu trabalho André,  fiquei impressionado quando eu vi suas telas na feira hippie.  Eu coloco aqui as suas telas como exercício para as futuras releituras do Modernismo, ainda que não executada com esse compromisso, os seus trabalhos chegam a ser didáticos para a apreciação estética modernista e seus desdobramentos. E você? É capaz de fazer uma releitura do modernismo? Try...

Para conhecer os trabalhos esse brilhante artista: http://andrecostanaif.com.br/

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